“Marcelo é uma pessoa boa, apaziguadora”, diz juiz aposentado em depoimento do caso KISS

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foto: Reprodução/TJ-RS

 

A tarde de hoje foi marcada pelo depoimento do preventor de incêndios, Gianderson Machado da Silva e da testemunha abonatória do réu Marcelo de Jesus dos Santos, o juiz aposentado Pedro Bortoluzzi.

Gianderson manteve-se calmo durante toda oitiva. Ele que é responsável pela venda e transporte de extintores de incêndio, disse que Alessandro Spohr (Kiko) não tinha conhecimento sobre a compra e colocação dos objetos na boate. “Nunca vi o Kiko lá dentro, nem negociei com ele”, afirmou.

Silva também disse que a casa passou por reformas, mas que os lugares onde os extintores ficavam era demarcado. “Não sei explicar onde cada extintor ficava, apenas vendia e colocava no lugar”, explica.

No meio da tarde, a testemunha abonatória, o juiz aposentado Pedro Bortoluzzi, descreveu Marcelo de Jesus dos Santos como uma pessoa boa e amiga de todos. “Ele trabalhou de pedreiro comigo, assinei a carteira dele. Ele resolvia os conflitos da obra, sabia apaziguar as situações, era amigo de todos”, disse.

Pedrinho, como é conhecido, também lembrou da situação de covid que Marcelo passou no último ano. De acordo com relato do ex-chefe do réu, ele precisou ser internado na UTI por conta do vírus. Marcelo ocupou o leito da mãe, que havia falecido de covid minutos antes dele precisar do tratamento intensivo. Empático, Bortoluzzi respondeu todos os questionamentos do Ministério Público (MP), e relatou o sentimento de dor, culpa e tristeza que Marcelo carrega.