Duas escolas de São Sepé não apresentaram candidatos para diretor nas eleições de 2021

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As escolas estaduais realizam desde ontem as eleições para diretores e vice-diretores. Das cinco escolas estaduais de São Sepé, duas delas não tiveram chapas para eleição dos diretores. Na Escola Estadual Reinoldo Emílio Block, Beatriz Rodrigues foi escolhida diretora por meio de declínio.

Beatriz assumiu o cargo de diretora da escola há cerca de um ano, após a aposentadoria da antiga diretora. Este ano, como não houve candidatura de nenhum outro professor, Beatriz Rodrigues foi escolhida por meio de indicação da Oitava Coordenadoria Regional de Ensino (8ª CRE).

Além da Reinoldo Emílio Block, o Instituto Estadual de Educação Tiaraju também não dispôs de candidato interessado em concorrer ao quadro. Segundo o atual diretor da escola João Vicente Corrêa, a escolha vai ocorrer por meio de declínio. A reunião para decidir o futuro gestor da escola, deve ocorrer nos próximos dias.

De acordo com a 8ª CRE, a escolha é feita pelos seguintes critérios: títulos acadêmicos, idade e tempo de estado. Primeiro, eles optam pelo professor concursado com mais títulos acadêmicos (pós-graduação, mestrado e doutorado), caso o professor recuse o cargo, o segundo critério é idade,  se mesmo assim não houver acordo, a preferência é pelo professor com mais tempo de magistério estadual.

Nas demais escolas estaduais da cidade, houve apenas uma chapa inscrita para a eleição. Na Escola Estadual Mario Deluy,  a professora Inajá Corrêa disputa sozinha o cargo, assim como Rose Mary Neves Pereira, na escola Francisco Brochado da Rocha (CIEP) e Andréia Barreto, no Colégio Estadual São Sepé (CESS).

Para se eleger, o candidato precisa fazer 50%+1 dos votos válidos. Para a eleição ser validada, é preciso comparecimento de, no mínimo metade dos pais e, também, dos alunos. A votação segue até às 21h de hoje.

A falta de candidatos nas escolas é justificada pelos professores pela desvalorização dos diretores. De acordo com o Sindicato do Professores Estaduais, o  CEPERS, o stress, excesso de trabalho, burocracia e a baixa remuneração dada aos gestores, são os motivos principais para que os professores não tenham interesse em assumir cargos de gestão escolar.