
Um dia após o ataque a tiros em um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca no Hotel Washington Hilton, em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito foi contido antes de se aproximar do local principal do evento e não chegou perto do salão onde estavam autoridades e convidados.
Em entrevista, Trump disse que o homem foi “parado imediatamente” pelas forças de segurança e classificou o episódio como um teste para um tipo de operação de proteção considerado difícil.
Segundo ele, eventos como o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca reúnem grande circulação de pessoas e múltiplos acessos, o que amplia o desafio logístico para as equipes responsáveis pela segurança.
Trump também comentou o perfil do suspeito, dizendo que se tratava de alguém com histórico de “muito ódio” e que familiares já tinham conhecimento de problemas anteriores.
Trump citou ainda um manifesto enviado pelo suspeito a familiares pouco antes do ataque a tiros. “Quando você lê o manifesto dele, percebe que ele odeia os cristãos”, disse o republicano. O manifesto foi enviado aos familiares de Allen pouco antes do ataque. O suspeito se autodenominava “Assassino Federal Amigável”.
“Oferecer a outra face quando alguém é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”, dizia o manifesto. O texto também zombava da falta de segurança “insana” no Washington Hilton. “Tipo, a primeira coisa que notei ao entrar no hotel foi a sensação de arrogância”, escreveu o autor do texto, segundo relatos. “Entrei com várias armas e ninguém ali sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça”, prosseguiu.
Cole Thomas Allen, de 31 anos, estava hospedado no Washington Hilton. Com formação em tecnologia, ele é professor particular e desenvolvedor de jogos na Califórnia.
Guerra contra o Irã
Ao longo da entrevista, Trump alternou o tema doméstico com a política externa e afirmou que a guerra contra o Irã pode estar próxima do fim.
Segundo ele, há interlocutores “razoáveis” do lado iraniano, e a negociação pode avançar por contato direto, inclusive, por telefone. “Se eles quiserem falar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Existe telefone. Temos linhas seguras”, disse.


