Obino

Saiba “Por Onde Anda” o sepeense Pedro Bório

O convidado de hoje do quadro “Por Onde Anda, Sepeense?” é o sepeense Pedro Bório. Lembramos que este quadro vale também para aqueles e aquelas que não nasceram em São Sepé, mas que de uma forma ou de outra possuem ligações com o município, e se sentem sepeenses de coração.

 


História

Escrever sobre mim é coisa muito estranha, se não to aqui por currículo, entrevista, nem nada… To aqui por saudade de Sepé, saudade dos Hakunas, Chilenos e Incríveis. Saudades de River Raide, Three X, Flash Back, CDC… Do Tiaraju, Ciep e Cess. Da Podium, da Portinhola e do Louco de Fome, da minha família por parte do Ronaldo, da Pulquéria, do Trono e do Ambú. Esse sentimento é resultado de uma memória com mais lembranças boas que ruins, e que me faz voltar sempre que desso pro Sul pra ver como ta esse pago e curtir o show das bandas novas e antigas.

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Então antes de mais nada obrigado Índio Sepé por aceitar me como honorário na Terra de Ouro. Da saída e do Viajante…

Coisa loca essa minha ida em chopper bike pra Argentina, né Léo e Rodson? Melhor época da minha vida desde a fabricação das bikes até a chegada em Colônia do Sacramento, o motivo foi sempre curiosidade de conhecer este “Planeta Cativante” como diria a Sepeense Gaby Kayowá, conta também a busca pela ‘minha qualidade de vida’ o constante aprendizado e contato com o novo, novos sabores, texturas, cheiros, paisagens, e claro, mulheres.

 

Uma vida pela América Latina

Logo vem os quase dois anos em Buenos Aires, o novo idioma, o tecnólogo de “Sommellier”, o ano das mil cozinhas. Na sequência, convencido pelo meu irmão, decolo rumo a Florianópolis, meu melhor trabalho em uma das principais casa de eventos do Brasil, Alameda Casa Rosa a qual sou grato. Também minha primeira consultoria em cozinha, casei, separei, e com quase três anos de Floripa e frutos do mar eu sinto uma inquietude com a que já estou familiarizado, e meus pés formigavam quando eu pensava em Perú, em cozinha ancestral.

Ansioso escrevo para o chef Paúl Perea com quem trabalhei em Experimental Raw bar em Baires, ele está com um projeto novo de técnicas de conservação e resgate da cultura Inca, tudo dá certo, uns meses na casa da mãe em Pelotas e decolo rumo aos Andes, hoje moro na Cidade Branca, como é conhecida Arequipa, numa pequena habitação de um edifício de estudantes, cozinho em Salamanto Restaurante, melhor dos 204 restaurantes da cidade segundo a guia TripAdivisor, que faz o ranking segundo votos diretos dos clientes/turistas.

Faço projetos paralelos de pequenos eventos, free lance em bares e padarias à noite, tenho treinos físicos diariamente a 3000 metros do nível do mar e pesquiso gastronomia cultura local.

 

Pretende voltar para morar em São Sepé?

Hoje não tenho nenhuma intenção de voltar a viver aí, na verdade, quase todos amigos em Floripa, e já sou acostumado a vidas mais agitadas, obviamente não tudo são flores e todos tem críticas para melhorar o que já gostam.

 

Qual o seu olhar sobre São Sepé?

Vejo a cidade bem organizada no que diz respeito a agricultura e indústria de grãos, ao mesmo tempo vejo nisso um monopólio cerealista em opções de emprego. E sinto pelo descaso político na cidade, em relação a Segurança, é uma vergonha, e a falta de opção em lazer? Quantas gerações de skatistas lutaram pra ter a pista? Quantas cidades vizinha tem excelentes balneários no rio São Sepé? Menos nós, Porquê?

Cinemas, teatros, feiras profissionais, museu, parque com bons atrativos… Cultura, são meios de lazer familiar, sem faixa etária, pra todos. Auxiliam na formação do bom cidadão, que vota inteligente, que não depreda a praça e não suja a rua.

O bola está rolando e o jogo não está ganho nem perdido, pra São Sepé melhorar depende do sepeense, parabéns por irem às ruas. Muito obrigado mais uma vez pelo convite e aceitação, ressaltando que nada do que digo é verdade absoluta, e sim minha humilde opinião totalmente aberta a contestações.

 

Pedro Bório, Arequipa, PE. Domingo 24 de Maio de 2015.

 

Abaixo, o registro da saída de Sao Sepé, com início do pedal em Taquarembó – Uruguay.

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