Saiba “Por Onde Anda” o sepeense Fabricio Carvalho

O convidado de hoje do quadro “Por Onde Anda, Sepeense?” é Fabricio Carvalho.
Se você não mora mais em São Sepé e quer contar um pouco de sua história, pode participar do quadro, enviando e-mail para redacao@osepeense.com

 


Trajetória

Meu nome é Fabricio Freitas de Carvalho, filho de João Ivo Lopes de Carvalho e Rosana Freitas de Carvalho. Nasci e me criei em São Sepé, junto a meus irmãos Filipe e Fernando, no bairro Santo Antônio.

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Saí de São Sepé em 2002, aos 17 anos para ingressar no curso Técnico em Eletrotécnica do CTISM em Santa Maria, o qual me possibilitou a oportunidade de estagiar em 2004 na Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu – PR.

O período de 10 meses em que morei em Foz do Iguaçu me motivou a plantar nesta cidade o sonho/objetivo de um dia voltar, instigado pelo desafio profissional de trabalhar nesta empresa binacional, maior geradora de energia elétrica do mundo, que me encantou pela sua imensidão física e pela sua singularidade técnica e também cultural.

Retornei ao Rio Grande do Sul em 2004, morei por dois anos e meio em Passo Fundo, onde trabalhei na empresa Tiaraju Engenharia e onde iniciei a minha graduação em 2006. Neste mesmo ano fui aprovado no concurso público da Usina de Itaipu, na mesma época em que comecei a namorar minha esposa, Jamily Charão Vargas, também sepeense, que morava em Santa Maria e cursava Pedagogia.

Mudei-me para Foz do Iguaçu em 2007, tendo que me afastar fisicamente da família, da namorada (que na época se preparava para o mestrado), dos amigos e de São Sepé, para onde frequentemente viajava nos finais de semana.

Casei-me em 2011, após minha esposa mudar-se definitivamente para Foz do Iguaçu, onde desde então trabalha em sua área de formação. Passamos por um bom período de adaptação à cidade e fizemos vários amigos por aqui.

Atualmente tenho 30 anos, trabalho na área técnica de manutenção de sistemas de proteção, controle e supervisão de equipamentos relacionados à geração e transmissão de energia elétrica na Usina de Itaipu e sou formado em Engenharia Ambiental (área em que estou me especializando).

 

O que lhe motivou a sair de São Sepé?

A busca por qualificação acadêmica e por oportunidades e desafios profissionais.

 

Quantas vezes ao ano vem a São Sepé?

Atualmente vamos a São Sepé aproximadamente duas ou três vezes ao ano, sempre que possível. Nossos pais moram no município e nossos irmãos em Santa Maria.

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Ainda temos raízes muito fortes cravadas neste chão. Muitos familiares, muitos amigos, muitas histórias e muitas saudades, motivos que trazem boas lembranças, as quais sempre estão presentes em nossas rodas de amigos aqui em Foz do Iguaçu, onde somos, às vezes, carinhosamente chamados de bairristas.

Sinto falta da convivência com familiares e amigos, dos bailes na Semana Farroupilha e do CAAMI, família da qual participei ativamente durante 15 anos, desde os meus 4 anos de idade e onde curiosamente fui instrutor de dança do Bruno Garcia, jornalista deste website, lá pelo ano 2000. Não sei se você se lembra disso Bruno? O tempo passa!

 

Pretende ainda voltar algum dia, para morar?

Considerando uma perspectiva atual, não.

 

O que acha de nossa cidade?

Para mim São Sepé é e sempre será a referência da minha origem, dos meus costumes e da convivência familiar. Os aspectos interioranos sempre trazem boas lembranças e saudades.

Noto que São Sepé tem se transformado aos poucos, de forma ainda tímida, e torço sempre pela evolução social e econômica do município.

No contexto destas lembranças, os versos a seguir, estampados numa pequena moldura em minha casa, escrevi a quase 8 anos quando mudei-me para o Paraná e elucidam um pouco o “bairrismo” citado pelos amigos e o sentimento presente no coração:

 

“Não importa o caminho que eu trilhe.

Não importa o quanto eu me afaste do pago.

Levarei sempre comigo o amor e o respeito

pela cultura e pela tradição de minha terra, de minha gente.

Princípios e valores que fazem parte da minha história,

sentimentos que, por onde quer que eu ande,

mostrarão a todos um pouco de quem eu sou.”

 

Agradeço o convite do amigo José Carlos (Preto) para participar deste espaço e aproveito para parabenizar a ele, ao Bruno e ao Leandro pela iniciativa e pelo conteúdo deste website.

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