Obino

Saiba “Por Onde Anda” o sepeense Diogo Brum

O convidado de hoje do quadro “Por Onde Anda, Sepeense?” é o sepeense Diogo Brum.

“O Sepeense” lembra que este espaço vale também para aqueles e aquelas que não nasceram em São Sepé, mas que de uma forma ou de outra possuem ligações com o município, e se sentem sepeenses de coração.

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Trajetória

Comecei a “sair” de São Sepé em 2002 quando passei no vestibular e iniciei o curso de Engenharia Elétrica na UFSM, porém como a maioria dos sepeenses que estudam em Santa Maria, retornava durante o fim de semana pra ficar com a família, namorada e os amigos.

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Em 2007, no último semestre da graduação, fiquei 6 meses em Porto Alegre fazendo estágio curricular em uma empresa de Nobreaks e estabilizadores. Como já estava decidido antes mesmo de começar o estágio, em janeiro de 2008 retornei à Santa Maria para fazer mestrado em engenharia elétrica, onde fiquei até março de 2010 me especializando em Eletrônica de Potência na UFSM.

Um pouco antes de terminar o mestrado consegui uma vaga para trabalhar como engenheiro de desenvolvimento de produtos na WEG Automação em Jaraguá do Sul, no norte de SC, onde trabalho até hoje na área de pesquisa e desenvolvimento de inversores industriais de média tensão (equipamento utilizado para acionamento de motores elétricos).

Jaraguá é uma ótima cidade, que mesmo com quase 150.000 habitantes tem características de cidade pequena, perto do litoral e de cidades grandes como Joinville, Curitiba e Blumenau. Aqui temos uma turma unida de Sepeenses que se reúne frequentemente pra um futebol ou churrasco no fim de semana.

 

O que lhe motivou a sair de São Sepé?

Crescimento profissional. Pelo menos na “minha época” e acredito que ainda continue igual, é difícil permanecer na cidade durante todo processo de crescimento profissional.

Ou você procura outras cidades para estudar e então retorna pra São Sepé ou, o que é mais comum, procura chances de se estabelecer profissionalmente fora da terrinha. Pelo que tenho acompanhado nos últimos tempos, São Sepé tem criado novas oportunidades pra quem quer permanecer na cidade, mas ainda tem muito que avançar em oportunidades de emprego, principalmente na minha área.

 

Quantas vezes ao ano vem a São Sepé?

Costumamos ir à São Sepé de 5 a 6 vezes no ano, sempre aproveitando algum feriadão ou férias. A distância de 900 km dificulta bastante às visitas mais frequentes à cidade, mas o esforço vale a pena pra ver a família, amigos e “contrabandear” uns fardos de Polar e um pouco de erva mate pra o chimarrão.

 

Pretende ainda voltar algum dia, para morar?

No momento não, mas nunca se sabe. Penso que todos Sepeenses devem um pouco a esta cidade, que mesmo não oferecendo as melhores oportunidades, consegue formar pessoas de grande valor, então seria bom voltar um dia e ajudar no desenvolvimento da cidade.

E falando em formar pessoas de valor, aqui vale um agradecimento especial à todos os professores que tive, que mesmo em condições desfavoráveis eram incansáveis na tarefa de educar e inspirar os alunos a buscar o que queriam.

 

O que acha de nossa cidade?

Gosto muito de São Sepé, tem todos os benefícios de uma cidade pequena que possibilita uma infância boa e com amigos que vão durar pra vida toda, mas infelizmente, na maioria das vezes, só isso não é o suficiente pra quem quer crescer profissionalmente.

Às vezes quando voltamos à cidade ou até mesmo pelos meios de informação como O Sepeense, percebo que as coisas em geral continuam iguais ou mudando muito lentamente e que casos de violência parecem aumentar acima do normal pra um cidade como São Sepé. Porém sempre tento ser otimista e pensar que as coisas vão melhorar.

 

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