Obino

Professores municipais lotaram plenário da Câmara para acompanhar votação de projeto


 

 

A Câmara de Vereadores de São Sepé voltou aos trabalhos, de forma extraordinária, na manhã de quarta-feira, 22, quando os vereadores se reuniram para deliberar oito projetos. Antes de ir a plenário, as matérias foram analisadas pelas comissões permanentes.

Na pauta, estavam dois projetos de revisão salarial aos poderes Executivo e Legislativo. A revisão concede o aumento real de 4,31%, no qual repassa na forma de revisão inflacionária. Para o Poder Legislativo, o aumento será implementado aos salários dos vereadores.

Um dos projetos mais discutidos foi o que tratava sobre aumento salarial dos professores municipais que atualizava o valor do Piso Salarial do magistério de São Sepé para o exercício de 2020. O projeto previa aumento real de 8,53% aos professores ativos para o Nível 1, Classe A, mais a reposição inflacionária. No entanto, os professores não concordaram com a proposta enviada pela prefeitura.

O Sindicato dos Professores Municipais (SIPROMUSS), que representa a categoria, sugeriu que o projeto fosse reprovado, já que o pedido era para que fosse feita a reposição salarial com o piso do magistério para todos os níveis e classes.

O Projeto de Lei Ordinária nº 2 de 2020, que concederia o aumento, foi reprovado por sete votos contrários e um voto a favor do vereador Humberto Stoduto. O PL do Executivo Municipal foi rejeitado a pedido da classe dos professores que lotou o Plenário Gaspar Martins. A matéria teve votos contrários dos vereadores Lauro Ouriques (PPS), Zilca Camargo (PDT), Tavinho Gazen (PDT), Elcio Teixeira (PMDB), Renato Rosso (PP), Eto Vargas (PP) e Paulo Nunes (PSB).

Durante a discussão do projeto nº 2 de 2020, alguns parlamentares justificaram os votos. Segundo o vereador Humberto Stoduto, o voto a favor foi para preservar a saúde financeira do município. “Sigo com o voto a favor do projeto para preservar a saúde financeira do município. O projeto deveria ser aprovado com o aumento para o Nível 1 em acordo com recentes decisões judiciais e pareceres técnicos”, ressalta Stoduto.

Já os demais vereadores justificaram seus votos contra, recebendo a indicação da classe dos professores. “Voto contra seguindo o pedido dos meus colegas professores. Pois sigo a qualificação dos professores e cada nível merece diferença, por isso sou desfavorável ao projeto”, explica Zilca Camargo.

Outros projetos que foram apreciados eram relacionados à contratação de professores, abertura de crédito e doação de equipamentos médicos ao Hospital Santo Antônio, ambos aprovados por unanimidade pelos vereadores presentes.

 

 

 

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