Jato avaliado em R$ 120 milhões de Vorcaro volta do Paraguai após bloqueio judicial

0
3
A Polícia Federal (PF) localizou no Paraguai e trouxe de volta ao Brasil neste domingo, 16, uma aeronave avaliada em cerca de R$ 120 milhões e vinculada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. O avião é alvo de ordem judicial de sequestro e está indisponível para transferência. A aeronave pertence a uma holding administrada por Vorcaro.
A Justiça determinou ainda a realização de perícia para avaliar o bem, que chegou neste domingo ao Aeroporto Internacional de Brasília e ficará submetido às medidas judiciais cabíveis. O avião foi localizado no sábado, 15, em Assunção, após atuação da Polícia Federal por meio de sua adidância no Paraguai, com apoio da Secretaria Nacional Antidrogas do país (Senad).
Segundo a PF, foram feitas tratativas com as autoridades paraguaias para viabilizar o retorno da aeronave ao Brasil. A PF informou oficialmente apenas que o avião está vinculado a um dos investigados na Operação Compliance Zero, sem identificar o nome.
A aeronave, porém, está registrada em nome da Viking Participações, empresa fundada e administrada por Daniel Vorcaro. Registros públicos também apontam Vorcaro como sócio-administrador da companhia.
O patrimônio aeronáutico ligado a Vorcaro e à Viking já entrou no radar de investigações no Congresso. Em fevereiro, a CPI do Crime Organizado do Senado aprovou requerimento para que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fornecesse informações sobre aeronaves, registros de propriedade e transferências de ativos vinculados ao empresário, à Viking e ao Banco Master.
A CPMI do INSS também aprovou pedido de informações sobre o histórico de decolagens, pousos, destinos e passageiros de aeronaves registradas em nome da Viking. Vorcaro é um dos principais investigados da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e empresas ligadas a Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria envolvido a emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro e o uso de informações falsas para dar aparência de regularidade às operações.
Fonte. Correio do Povo