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Cotrisel divulga balanço da safra de arroz e soja


 

Foto: Eng. Agrônomo Tobias da Silva

Na safra que está se encerrando, as produtividades das lavouras de arroz e soja foram afetadas por condições climáticas adversas. Dois períodos influenciaram decisivamente no resultado final das lavouras:

– Metade de novembro: excesso de chuvas. Houve necessidade de replantio de uma área significativa de ambas as culturas. Afetou principalmente as cidades de São Sepé, São Gabriel, São Pedro do Sul e Restinga Sêca;

– Janeiro: excesso de chuvas durante 15 dias. As mesmas áreas que haviam sido replantadas foram novamente cobertas pela enchente, causando perdas irreversíveis, já que não existia tempo hábil para realizar novo plantio.

 

Arroz

Além das perdas causadas pelo excesso de chuvas (cerca de 20%), a área plantada de arroz também foi reduzida em função da condição comercial do produto (aproximadamente 10%), substituída pela cultura da soja. Sendo assim, em relação ao ano anterior, a produção do arroz sofreu uma redução de cerca de 30% na área de atuação, refletindo diretamente no recebimento da cooperativa.

Por outro lado, o arroz teve uma compensação no preço, que subiu rapidamente, também motivado pela condição do dólar, o que viabiliza a exportação. “Esse indicativo nos leva a crer que, no ano que vem, podemos recuperar a área que deixou de ser plantada em função da condição comercial”, destaca Sinval Gressler, vice-presidente da Cotrisel.

Segundo Sinval, a expectativa é boa em termos comerciais para o ano que vem. “Tudo indica que a próxima safra vai entrar sem estoque. Acontecendo isso, temos a garantia de que pelo menos o preço se manterá estável”, acrescenta o vice-presidente.

A estimativa de recebimento de arroz para a safra 2018/2019, de cerca de 2 milhões de sacos, está se confirmando na Cotrisel.

 

Soja

O volume recebido de soja na safra 2018/2019 foi aproximadamente 10% maior do que no período anterior. Até o momento, em torno de 3 milhões de sacos foram depositados na cooperativa.

Sinval explica o motivo desse aumento: “como viemos de um ano de frustração de safra, nós aumentamos o recebimento, mas, de uma maneira geral, no Rio Grande do Sul, o recebimento de soja foi menor, porque a produtividade foi menor”. “Esse ano nós tivemos um aumento na área de soja, em toda a área de ação, só que o excesso de chuvas, que foi prejudicial para o arroz, também foi prejudicial para a soja”, complementa.

Em termos comerciais, é impossível fazer previsões, conforme salientou o presidente da Cotrisel, José Paulo Salerno. “As variáveis que influenciam o preço da soja são tão grandes, e com potenciais tão grandes, que é praticamente impossível dizer o que vai acontecer”, diz Salerno.

Com o objetivo de receber melhor a produção de soja, reduzir custos e remunerar melhor o produtor, a Cotrisel está expandindo fisicamente três unidades já existentes: Vila Nova do Sul, São Pedro do Sul e área industrial de São Sepé. Boa parte dessas expansões já foi utilizada na safra 2018/2019 e, no próximo ano, estarão funcionando completamente. “Recebemos 3 milhões de sacos de soja sem fila e isso vai ser a nossa tônica daqui para a frente, porque estamos com uma estrutura boa para receber”, comenta José Paulo Salerno.

 

 

Fonte: Cotrisel

 

 

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