Cheia do Rio Jacuí deixa 72 pessoas desabrigadas em Cachoeira do Sul

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No Centro do estado, a cheia do Rio Jacuí já obrigou 72 moradores de Cachoeira do Sul a deixarem suas casas. Nas últimas horas, o Rio Jacuí atingiu uma marca que pode colocar a atual cheia entre as dez maiores já registradas no município.

A medição eletrônica da Defesa Civil Estadual indicou 24,80 metros durante a manhã. O nível está 6,80 metros acima da cota considerada normal em Cachoeira do Sul, de 18 metros, e 3,30 metros acima da cota de inundação.

A marca supera em oito centímetros os 24,72 metros registrados em 1982, até então a décima maior cheia da série histórica local. Já na Barragem do Fandango, a régua física indicava 24,60 metros neste sábado, 12 centímetros abaixo da marca de 1982.

1982. O ritmo de elevação do Jacuí também diminuiu. Mesmo com a desaceleração, os impactos continuam aumentando. O balanço aponta 24 famílias afetadas: 11 famílias, com 43 pessoas, estão em abrigo; nove famílias, com 21 pessoas, foram para casas de parentes ou amigos; e quatro famílias, totalizando oito pessoas, permanecem isoladas. A maior cheia recente continua sendo a de maio de 2024, quando o Jacuí chegou a 29,55 metros na Barragem do Fandango. No Oeste do estado, dois rios estão sob cheia. Em Alegrete, no começo da noite deste sábado, o Rio Ibirapuitã estava em 11,3 metros, acima da cota de inundação de 9,70 metros. A enchente deixa 29 pessoas desabrigadas, pertencentes a oito famílias, enquanto uma pessoa foi desalojada. Os moradores retirados de suas casas estão sendo acolhidos nos abrigos montados no Ginásio da Escola Honório e no Ginásio da Escola Eurípedes Brasil Milano. As áreas atingidas incluem os bairros Vila Nova, Canudos, Santo Antônio, Macedo, São João e Ibirapuitã, onde a elevação das águas obrigou famílias a deixar suas residências.

Fonte: MetSul