UFSM avança na criação de 12 novos cursos de graduação após recomendação do MEC

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) poderá ampliar sua oferta de graduação nos próximos dois anos com a criação de 12 novos cursos, após ter suas propostas recomendadas pelo Ministério da Educação (MEC) no âmbito do Programa Universidades Transformadoras. A iniciativa prevê a abertura de 382 novas vagas distribuídas entre os quatro campi da instituição.

De acordo com o cronograma do MEC, parte das graduações poderá iniciar em 2027, enquanto os demais cursos têm previsão de implantação em 2028.

O Programa Universidades Transformadoras foi criado para incentivar a modernização da oferta de cursos nas universidades federais, priorizando áreas estratégicas como ciência de dados, Inteligência Artificial, transição energética, educação inclusiva, direitos humanos e acessibilidade. A proposta também busca reorganizar graduações com baixa procura e altos índices de evasão.

Segundo a reitora da UFSM, Martha Adaime, a universidade já vinha discutindo a necessidade de atualizar sua oferta de graduação para atender às novas demandas da sociedade e reduzir o número de vagas ociosas.

“O principal impacto será a reorganização das vagas ociosas e a modernização da oferta de cursos. Há algum tempo vínhamos discutindo com as unidades a necessidade de atualizar as graduações e oferecer cursos mais alinhados às demandas atuais”, afirmou.

A reitora destacou ainda o protagonismo dos campi fora de Santa Maria na elaboração das propostas. Foram recomendados três cursos para Palmeira das Missões, dois para Cachoeira do Sul e um para Frederico Westphalen.

“Os campi fora de sede apresentaram propostas bastante inovadoras, pensadas para enfrentar problemas como a evasão e o não preenchimento de vagas. Esse resultado nos animou bastante”, ressaltou.

Entre os destaques para o campus de Santa Maria está a recomendação do curso de Cinema e Audiovisual, debatido pela universidade há vários anos. Também foram contempladas propostas como Pedagogia Bilíngue e novos cursos voltados às áreas de tecnologia e inovação.

Cursos recomendados pelo MEC

As propostas aprovadas contemplam os quatro campi da UFSM:

  • Cinema e Audiovisual – Santa Maria
  • Gestão de Recursos Hídricos – Frederico Westphalen
  • Terapia Ocupacional – Palmeira das Missões
  • Ciências Exatas (ênfase em Física e Matemática) – Cachoeira do Sul
  • Educação Especial – Palmeira das Missões
  • Pedagogia Bilíngue – Santa Maria
  • Letras – Linguagens, Textos e Tecnologias – Santa Maria
  • Inteligência Artificial e Negócios – Palmeira das Missões
  • Inteligência Artificial – Santa Maria
  • Engenharia da Computação – Cachoeira do Sul
  • Mecatrônica Industrial – Santa Maria
  • Segurança Cibernética – Santa Maria

Criação dos cursos ainda depende de aprovação

Apesar da recomendação do MEC, a criação das novas graduações não é automática. Os cursos ainda precisam cumprir todas as etapas de aprovação previstas pela UFSM e dependem da liberação de vagas para docentes pelo governo federal.

Conforme Martha Adaime, praticamente todos os cursos utilizarão a infraestrutura já existente nos campi, sem necessidade de novos investimentos em prédios ou ampliações.

“Praticamente todos os cursos vão utilizar a infraestrutura que a universidade já possui. Não há financiamento específico para infraestrutura dos cursos novos. Existe um edital para aquisição de equipamentos de laboratórios, mas ele atende os cursos da universidade de forma geral, e não exclusivamente essas novas graduações”, explicou.

Na UFSM, o processo de criação de um curso começa com a aprovação de uma proposta simplificada. Em seguida, é elaborado o projeto pedagógico, que passa por análises técnicas da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), além da aprovação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) e pelo Conselho Universitário (Consu).

A implantação também depende da autorização do MEC para a disponibilização de vagas docentes. A expectativa da universidade é receber 30 novos códigos de vagas em 2026 e outros 30 em 2027, o que será fundamental para viabilizar a abertura das novas graduações.

Fonte. Lucas Casali e Mariana Henriques, jornalistas