Fenômeno El Niño provoca enorme ruptura no clima e vai piorar, afirma MetSul Meteorologia.

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O fenômeno El Niño provoca uma enorme ruptura no padrão do clima na América do Sul neste mês de julho e que tende a se aprofundar nos próximos meses com toda a sorte de extremos que incluem frio excessivo, potentes ondas de calor, chuva demasiada com inundações e enchentes, e ainda muitas tempestades.

A análise é da MetSul Meteorologia a partir de dados meteorológicos observados nos meses do outono e o começo do inverno comparados com as projeções dos modelos de previsão do tempo e clima para as próximas semanas e meses. A segunda metade do outono e o começo do inverno foram muitos frios com uma alta frequência de massas de ar de origem polar que trouxeram frio mais persistente que o habitual, o que acabou por reduzir a chuva mais ao Sul do Brasil e trouxe volumes de precipitação mais altos do que o normal no auge da temporada seca.

O Rio Grande do Sul experimentou em maio 13 dias com mínimas abaixo de zero, um número muito alto para o quinto mês do ano e mais comum de se observar em junho e julho. A temperatura desceu a -4,8ºC em Pinheiro Machado, no dia 19.

Em junho, o estado gaúcho anotou 14 dias com marcas negativas, quase todas durante a segunda metade do mês. O menor registro foi de -6,4ºC no dia 16 de junho, também em Pinheiro Machado. Em Santa Catarina, o Planalto Sul teve três dias seguidos com marcas de ao menos 8ºC negativos e a mínima anual em Bom Jardim da Serra, de -9,2ºC.

A primeira semana de julho seguiu muito fria com marcas abaixo de zero em vários dias, mas o que chamou a atenção foi a temperatura com dias nebulosos e úmidos em que a temperatura sequer alcançou os 10ºC.

Houve invasão de ar excepcionalmente quente no Oeste, Centro, Norte e o Nordeste da Argentina com uma poderosa e atipicamente corrente de jato em baixos níveis. Dados do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina mostram uma sequência excepcional de recordes de temperatura para julho durante os dias 17 e 18 de julho, com marcas históricas tanto nas mínimas altas recordes (madrugadas muito quentes) quanto nas temperaturas máximas da tarde.

No dia 17 de julho, foram registrados recordes de mínima mais alta para julho em 12 cidades distribuídas pelas províncias de Jujuy, Salta, Corrientes, Catamarca, La Rioja, Chaco e Formosa. Os maiores valores ocorreram em Las Lomitas (26,8°C) e Formosa (26,0°C). Também estão na lista Corrientes (25,0°C), Resistencia (24,6°C) e Paso de los Libres (24,3°C). Ainda em 17 de julho, quatro cidades bateram recordes de temperatura máxima para julho: Rivadavia (Salta) com 38,5°C, Metán (35,8°C), Formosa (34,1°C) e Paso de los Libres (31,6°C).

Fonte: MetSul e Correio do Povo