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João Luiz Vargas lança livro sobre ex-presidente João Goulart


 

Foto: divulgação

O dia 1º de março de 2019 é marcado pelo centenário do nascimento do ex-presidente João Goulart (Jango). Para homenagear o líder trabalhista, o pedetista João Luiz Vargas organizou um livro que conta a trajetória do político que foi deposto em 1º de abril de 1964, para a implantação do Regime Militar, durou até 15 de março de 1985.

O livro intitulado “João Goulart – Homenagem ao Centenário”, que será distribuído gratuitamente e foi financiado por doações de pedetistas, reúne depoimentos de políticos como o ex-deputado Carlos Cardinal, que é um dos pesquisadores do trabalhismo e de Christopher Goulart, que é neto do ex-presidente. Entre as obras que subsidiaram a publicação estão os discursos de Jango enquanto deputado estadual do Rio Grande do Sul, de 1946 a 1950, disponibilizados pela Assembleia Legislativa na coletânea “Parlamentares Gaúchos”.

O Diretório Estadual do PDT está organizando, juntamente com a Direção Nacional, um evento no Rio Grande do Sul para homenagear João Goulart, tido pelos trabalhistas como o político que evitou uma guerra civil em 1964, negociando – e depois morrendo no exílio – uma saída pacífica para a disputa travada pelos militares contra o governo federal. Leonel Brizola, fundador do PDT e cunhado de Jango, nunca escondeu a insatisfação pela não resistência de Jango, então presidente do Brasil.

“Em tempos de ódio, temos a história de Jango que fez política com amor. Neste episódio, entendo que Brizola se excedeu. Jango fez o certo: soube ceder para evitar uma luta armada, aos moldes do que aconteceu em outros países do mundo, em que as ditaduras acabaram legitimando os assassinatos”, afirma João Luiz.

O vereador pedetista Tavinho Gazen, também admirador de Jango, reconhece a força da doutrina trabalhista, ativa até hoje: “Jango, com sua especial visão de mundo, sintetizou como poucos o pensamento dos trabalhistas, e que até agora parece ser o remédio ideal para acura dos males da sociedade brasileira”, reflete.

Em 6 de dezembro de 1996, data que completou 20 anos da morte de Jango, João Luiz e a bancada do PDT também organizaram uma obra, denominada “20 anos sem ele”, com a trajetória pessoal do ex-presidente. Porém, esta edição dos 100 anos de nascimento traz a síntese da atuação executiva do político. Entre os destaques estão as ações de Jango como Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas e a criação de mecanismos para a sustentabilidade da Previdência Social.

“Como Ministro do Trabalho, Jango organizou o Congresso Brasileiro de Previdência Social e assinou uma série de decretos como o financiamento de casas e a regulação de empréstimos. No início de 1954, ele começou a estudar um reajuste no salário mínimo de 100%, que posteriormente foi autorizado pelo dr. Getúlio em 1º de maio daquele ano. O motor do governo do Getúlio foi o Jango”, concluiu João Luiz.