



Moradores do Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, acionaram a Brigada Militar após um tumulto em frente ao prédio onde mora o deputado federal José Otávio Germano (Progressistas). Duas transexuais acusavam o parlamentar de uma suposta dívida.
De acordo com a reportagem da Gaúcha ZH, ao menos três militares atenderam a ocorrência e o deputado teria dito para um deles que entregaria o dinheiro solicitado pela dupla.
Por telefone, o policial passou os dados da conta corrente de uma delas, para que o parlamentar fizesse o depósito. Depois de duas horas de espera, o soldado que comandava a conversa voltou para dentro do prédio. Ao sair, trouxe no bolso R$ 2,5 mil, em notas de R$ 100 e R$ 50.
Após alguns minutos de conversa com os PMs, as transexuais aceitaram ir embora mediante a promessa de que o restante da suposta dívida será pago em breve. Uma delas mostrou à reportagem mensagens de celular em que o deputado a chamava para o seu apartamento no começo da manhã desta sexta. Ela afirmou ter visto no convite a oportunidade de cobrar a dívida, convidando a amiga para isso. O plano teria sido frustrado quando o político bloqueou o contato no celular, o que teria movido as duas a promoverem o tumulto em frente ao prédio.
Gaúcha ZH entrou em contato com a Brigada Militar para que se manifestasse sobre o episódio, mas o 11º BPM disse que não foi registrada ocorrência. No sábado, o batalhão divulgou que os soldados vão responder a uma sindicância para esclarecer por que mediaram o pagamento.
Procurado pela reportagem, Germano não atendeu as ligações. No seu gabinete, em Brasília, também ninguém atendeu. O deputado é réu em duas ações penais da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Por conta dos processos, dirigentes do Progressitas já apresentaram um pedido à direção estadual do partido pedindo que ele não concorra nas eleições de outubro.
*com informações Gaúcha ZH




