Servidores municipais contestam não recebimento de valor referente às “férias”

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Parte dos servidores municipais de São Sepé, principalmente professores, teve uma surpresa ao ir até o banco para sacar o valor referente às férias. Nessa sexta-feira, 20, alguns professores não receberam o 1/3 das férias, que em princípio era para ser depositado no dia 20 como vinha sendo feito nos últimos anos.

Há relatos de que funcionários de escola também não receberam o valor. O impasse começou quando parte dos servidores percebeu que o dinheiro referente as férias não havia sido depositado.

Diante desta situação alguns servidores procuraram o Sindicato dos Municipários de São Sepé (SIMUSS) em busca de informações.  Segundo o secretário-geral do SIMUSS, Euclides Aires, quando saiu o contracheque de dezembro, todos os servidores que tinham solicitado férias para janeiro teriam que receber o adicional de férias. “Como na educação o recesso ‘geral’ é em janeiro, todo mundo sai em janeiro. Acontece que tem servidores que só irão fechar o período aquisitivo para tirar férias em fevereiro, março e assim por diante”, explica.

O SIMUSS tem a informação da Secretaria Municipal de Administração de que já foi solicitado à Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) para que o caso fosse corrigido, já que não pode haver pagamento antecipado do adicional. A sugestão é que seja feita uma reformulação na escala de férias e, segundo o SIMUSS, o pedido ainda não tinha sido atendido pela SMEC.

“Recebemos a informação de que a SMEC estaria estudando uma forma de fazer o pagamento de quem fecharia o período em fevereiro, mas que os demais não receberiam agora. Vamos ver na segunda-feira o que foi definido para marcamos uma reunião na Secretaria de Administração e na Secretária de Educação para resolver o problema para que não ocorra no próximo ano”, destacou Aires.

Segundo a prefeitura, a medida foi tomada porque o Executivo Municipal percebeu que em anos anteriores houve um equívoco no pagamento. De acordo com o órgão, profissionais que começam o chamado período aquisitivo (que é de 12 meses) após janeiro não podem receber o benefício por não terem completado o período.

Os professores alegam que não foram comunicados da alteração. Já o Executivo Municipal enfatizou que está cumprindo a legislação.