
A produção industrial nacional cresceu 0,9% em fevereiro de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior na série livre de influências sazonais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados nesta quinta-feira, indicaram que o Rio Grande do Sul teve um dos avanços mais acentuados: 6,7%. O Estado só perdeu para o Espírito Santo (11,6%).
Ambos territórios interromperam dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumularam perdas de 6,8%, no caso do RS, e 11,3% para o Espírito Santo.
Bahia (3,2%), Pará (2,7%), Ceará (2,5%), Amazonas (1,7%), Santa Catarina (1,0%) e Região Nordeste (1,0%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (0,9%), enquanto Pernambuco (0,6%), São Paulo (0,5%) e Rio de Janeiro (0,2%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em fevereiro de 2026.
Já os estados de Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) registraram os recuos mais elevados neste mês, com o primeiro local intensificando a perda observada no mês anterior (-0,8%); e o segundo marcando o quarto mês consecutivo com queda na produção, período em que acumulou redução de 12,4%. Minas Gerais (-0,3%) e Paraná (-0,1%) também registraram resultados negativos no mês de fevereiro de 2026.
A média móvel trimestral foi de 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025. Em relação ao movimento deste índice, somente três dos quinze locais pesquisados apresentaram resultados positivos neste mês: Rio de Janeiro (0,9%), São Paulo (0,9%) e Pará (0,6%). Por outro lado, Bahia (-1,5%), Goiás (-1,2%), Santa Catarina (-1,2%), Minas Gerais (-0,8%), Região Nordeste (-0,8%), Amazonas (-0,7%) e Ceará (-0,6%) mostraram os recuos mais acentuados em fevereiro de 2026.
Queda acentuada do RS há um ano
Frente a fevereiro de 2025, o setor industrial recuou 0,7% em fevereiro de 2026, com nove dos 18 locais pesquisados registrando queda na produção. Vale destacar que fevereiro de 2026 (18 dias) teve 2 dias úteis a menos que igual mês do ano anterior (20).
A queda mais acentuada no mês foi a do Rio Grande do Norte (-24,5%), pressionado, em grande parte, pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel) produtos alimentícios (castanha de caju descascada ou triturada, balas, farinha de trigo, sal de cozinha iodado, condimentos e temperos compostos, açúcar cristal e café torrado e moído) e indústrias extrativas (sal marinho associado à extração).
Ceará (-9,8%), Paraná (-7,7%), Amazonas (-7,2%), Goiás (-6,1%), Santa Catarina (-5,9%), Bahia (-4,1%), São Paulo (-3,6%) e Maranhão (-1,6%) completaram o conjunto de locais com recuo no mês.
Minas Gerais, ao marcar variação nula (0,0%) neste mês, repetiu o patamar de produção verificado em fevereiro de 2025. Por outro lado, Espírito Santo (31,3%) e Pernambuco (25,0%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais elevados em fevereiro de 2026, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e gás liquefeito de petróleo) e metalurgia (vergalhões de aços ao carbono, lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono e chumbo em formas brutas), no segundo. Mato Grosso do Sul (8,3%), Rio de Janeiro (5,8%), Mato Grosso (2,9%), Região Nordeste (1,6%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Pará (0,4%) registraram os demais resultados positivos no índice mensal de fevereiro de 2026.
Recuo no acumulado
No índice acumulado para janeiro-fevereiro de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial recuou 0,2%, com resultados negativos em nove dos 18 locais pesquisados. Rio Grande do Norte (-24,8%) assinalou o recuo mais elevado no índice acumulado para o primeiro bimestre de 2026.
Ceará (-8,8%), Bahia (-7,5%), Amazonas (-7,1%), Santa Catarina (-6,2%), Goiás (-5,5%), Paraná (-4,5%), Rio Grande do Sul (-3,0%) e São Paulo (-2,4%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice acumulado no ano. Por outro lado, Pernambuco (26,4%) e Espírito Santo (22,6%) registraram os avanços mais acentuados no índice acumulado para os dois primeiros meses de 2026.
Mato Grosso do Sul (8,1%), Rio de Janeiro (5,9%), Mato Grosso (3,8%), Maranhão (2,3%), Minas Gerais (1,6%), Pará (0,5%) e Região Nordeste (0,5%) também mostraram resultados positivos no índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2026.
No confronto do resultado do último quadrimestre de 2025 com o do índice primeiro bimestre de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, 11 dos 18 locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 0,0% para -0,2%.
Em termos regionais, Rio Grande do Norte (de -1,4% para -24,8%), Goiás (de 4,0% para -5,5%), Amazonas (de 2,2% para -7,1%), Ceará (de 0,2% para -8,8%), Santa Catarina (de 1,2% para -6,2%), Rio Grande do Sul (de 4,3% para -3,0%) e Bahia (de -1,0% para -7,5%) assinalaram as principais perdas, enquanto Pernambuco (de 2,6% para 26,4%), Mato Grosso do Sul (de -13,6% para 8,1%), Mato Grosso (de -6,4% para 3,8%) Pará (de -6,2% para 0,5%) e Maranhão (de -3,5% para 2,3%) registraram os ganhos mais acentuados entre os dois períodos.


