Os preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras estão mais caros a partir desta terça-feira, 9.

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O anúncio foi feito pela Petrobras e não envolve o preço do litro do diesel. A estatal ajustou seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras que passará a ser, em média, de R$ 3,01 por litro, um aumento de R$ 0,20 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras na composição do preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,20 /litro, uma variação de R$ 0,15 a cada litro de gasolina C.

Em 2024, este é o primeiro ajuste nos preços de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras. O último ajuste ocorreu em 21 de outubro, uma redução. E o último aumento ocorreu em 16 de agosto do ano passado. Desde a implementação da nova estratégia comercial, a Petrobras reduziu seus preços de venda para as distribuidoras em R$ 0,17 /litro.

DEFASAGEM

De acordo com o presidente da Refina Brasil, associação que reúne as refinarias privadas do País, Evaristo Pinheiro, que detém 80% de participação no mercado de combustíveis, a estatal estava inviabilizando a sobrevivência dos concorrentes ao represar os preços. No caso da gasolina, já eram 257 dias sem mudanças no preço, levando a defasagem a 19%. No diesel, o preço está inalterado há 190 dias e a diferença é de 17%. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que a Petrobras deveria elevar a gasolina em R$ 0,67, e o diesel em R$ 0,73, para corrigir as defasagens.

Já para o GLP, a Petrobras ajustará seus preços de venda para as distribuidoras que passará a ser, em média, equivalente a R$ 34,70 por botijão de 13kg, um aumento equivalente a R$ 3,10. Em 2024, este é o primeiro ajuste nos preços de venda de GLP da Petrobras para as distribuidoras. Os últimos ajustes ocorreram em 17 de maio e 01 de julho de 2023, duas reduções. E o último aumento ocorreu em 11 de março de 2022.