Ocupação de leitos de UTI está em 99,3% em Santa Maria


 

A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Santa Maria segue próxima da capacidade máxima, mesmo com a abertura recente de novas vagas nas últimas semanas. No final da manhã desta segunda-feira, o município registrava índice de 99,3% de hospitalizações em leitos intensivos. No sábado, a taxa chegou a ficar acima dos 100%.

Conforme o painel da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que monitora a situação dos leitos em todo o Rio Grande do Sul, até as 12h07min, dos 152 leitos de UTI existentes no município – e que recebem pessoas de toda a região -, 151 estavam em uso.

Dos 72 leitos de UTI disponibilizados via Sistema Único de Saúde (SUS), 71 estavam ocupados, o que representa uma taxa de 98,6%. O painel aponta, no entanto, que 80 estariam ocupados, por conta de um erro no sistema, que contabiliza os pacientes internados no Hospital São Francisco como pacientes do SUS, e não privados.

Os dois hospitais que atendem pela rede pública em Santa Maria estão com a situação bem semelhante. O Hospital Regional, que ganhou mais oito leitos de UTI voltados ao tratamento de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 neste mês, o índice estava em 100%. O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), está com 33 das 34 vagas ocupadas, o que representa 97,1%.

Já na rede privada, a taxa de ocupação está em 100%, com todos os 80 leitos de UTI em uso. O painel da SES, no entanto, aponta 71 internados. O problema também ocorre devido ao erro no sistema do Estado, que não está considerando os pacientes do Hospital São Francisco como pacientes da rede privada. O painel da SES não contabiliza ainda, os 10 novos leitos abertos na última sexta-feira.

Dos 151 pacientes hospitalizados em leitos intensivos, 110 são pessoas com a suspeita ou confirmação da doença. Ou seja, 72,84% das hospitalizações são de pacientes com suspeita ou diagnóstico positivo para a Covid-19 nas UTIs dos hospitais da cidade.

 

OCUPAÇÃO DE LEITOS DE UTI (até 12h07min)

Hospital Universitário de Santa Maria (Husm)

34 leitos, 33 ocupados (97,1%)

Desses, 20 são leitos Covid-19, e todos estão ocupados (100%)

 

Hospital Regional de Santa Maria

38 leitos, 38 ocupados (100%)

Todos leitos são exclusivos Covid-19

 

Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo

70 leitos, 71 ocupados (101,4%)

Desses, 41 são leitos Covid-19, e 43 estão ocupados (104,8%)

 

Hospital São Francisco de Assis

10 leitos, 9 ocupados (90%)

Todos leitos são exclusivos Covid-19

 

LEITOS CLÍNICOS

A ocupação dos leitos clínicos na cidade, que chegou a ultrapassar os 100% em três momentos durante os últimos 15 dias (veja o gráfico abaixo), caiu e está em 78,4%. Dos 204 ofertados para o enfrentamento da Covid-19, 160 estão ocupados. Na Casa de Saúde, todos os 14 leitos estão em uso. No Hospital Geral Unimed, que tem 24 leitos, 27 pacientes estão internados, o que representa 112,5%. No Hospital Regional, 95% dos leitos clínicos estão em uso.

 

OCUPAÇÃO DE LEITOS CLÍNICOS COVID-19 (até 12h07min)

Hospital Universitário de Santa Maria (Husm)

15 leitos, 7 ocupados (46,7%)

 

Hospital da Base Aérea

4 leitos, nenhum ocupado (0%)

Hospital São Francisco de Assis

1 leito, nenhum ocupado (0%)

 

Hospital da Brigada Militar

6 leitos, 2 ocupados (33,3%)

 

Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo

100 leitos, 72 ocupados (72%)

 

Hospital Casa de Saúde

14 leitos, 14 ocupados (100%)

 

Hospital Geral Unimed

24 leitos, 27 ocupados (112,5%)

 

Hospital Regional de Santa Maria

40 leitos, 38 ocupados (95%)

 

DE ONDE SÃO OS NÚMEROS?

A reportagem do Diário publica, diariamente, a ocupação de leitos com base no site do governo do Estado que é atualizado por cada hospital. Porém, os números mudam inúmeras vezes ao longo de um mesmo dia.

Como a regulação é feita em todo o Estado, ou seja, pacientes são transferidos de um município para outro, às vezes um leito consta como vazio mas é preenchido em questão de horas e até mesmo minutos. E os hospitais relatam que com as altas taxas, os leitos são preenchidos rapidamente, mas a atualização no site não segue o mesmo ritmo. Por isso, é comum o mapa apontar ocupação de 90% ou 95% de ocupação e existir pacientes esperando. Isso se justifica porque o número de pacientes na fila é maior que o número de leitos vazios.

 

 

Fonte: Diário de Santa Maria

 

 

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