

Após quase 15 anos em que ocorreu o crime, foram presos na manhã desta quarta-feira, 11, em Cachoeira do Sul, três acusados de ter matado o professor Érico da Luz Ribeiro. O fato ocorreu em fevereiro de 2002 e chocou tanto moradores de São Sepé como da cidade cachoeirense, local onde o professor foi encontrado sem vida.
Conforme informações do jornal O Correio, a sentença de primeiro grau foi mantida pelo Tribunal de Justiça. Com isso, a Polícia Civil e Ministério Público obtiveram junto à Justiça mandados de prisão em desfavor da ex-esposa de Érico, Juliana Colbeich da Silva, a mãe dela, Ana Lira Colbeich da Silva, e o tio de Juliana, João Ismael Leão Colbeich.
Ainda conforme o jornal, todos foram condenados por participação no bárbaro homicídio, que provocou comoção estadual e mobilizou familiares e amigos do professor. Juliana e Ana Lira pegaram 20 anos de cadeia. Já Ismael foi condenado a 18 anos e meio de reclusão. Os três terão de cumprir dois quintos da pena em regime inicial fechado, o que significa que poderão ficar presos, pelo menos, por sete anos e meio sem poder sair da cadeia.
Ribeiro trabalhou em São Sepé e a família dele reside atualmente no interior do município. A prisão dos condenados foi comemorada por familiares.
Para a Polícia Civil, Justiça foi feita
De acordo com o delegado regional de Polícia, José Antônio Taschetto Mota, que comandou a equipe que prendeu os condenados, quase 15 anos depois do crime, finalmente a Justiça foi feita. Conforme Mota, as prisões devem trazer tranquilidade para os familiares do professor, que residem no interior do município de São Sepé. “Infelizmente, não vamos poder trazer o professor Érico de volta, mas se existe vida após a morte, ele vai poder descansar em paz, assim como sua família em São Sepé”, destacou Mota, com os olhos marejados.
Oito policiais civis cumpriram os mandados por volta das 11h desta terça-feira. Juliana e Ana Lira foram presas em casa, na Rua Miguel Aued, no Bairro Cohab. Já Ismael foi capturado na Rua Dom Feliciano, no Bairro Noêmia.
Érico foi morto com requintes de crueldade a mando de Juliana e, segundo o Ministério Público, o professor teria sido sequestrado pelo tio de Juliana, Ismael Leão, por Cláudio Daniel Bittencourt Forratti, já condenado e preso pelo crime, e por Sandro Alex Marques Machado, também já recluso, cumprindo pena por outros crimes, beneficiado por delação premiada no Caso Érico.
Já Ciro Cerveira, também acusado de participar do homicídio, morreu em 2007, cumprindo prisão preventiva pelo crime. Segundo a Polícia apurou na época do crime, o principal motivo que teria levado Juliana a tramar a morte do ex-marido foi um litígio na negociação de um imóvel do casal e a disputa pela guarda da filha.
Os três presos vão ser recolhidos ainda durante a tarde ao Presídio Estadual de Cachoeira do Sul.
Fonte: O Correio




