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Hospital Moinhos de Vento realiza procedimento pioneiro no RS para tratamento de doença da próstata

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Hospital Moinhos de Vento realiza procedimento pioneiro no RS para tratamento de doença da próstata
Foto: Leonardo Lenskij


 

Foto: Leonardo Lenskij

 

Recentemente aprovada no Brasil, uma nova tecnologia de procedimento minimamente invasivo para o tratamento de hiperplasia de próstata foi utilizada pela primeira vez no Rio Grande do Sul. O Hospital Moinhos de Vento está entre os cinco centros de referência médica do país escolhidos para testar a inovação, chamada UroLift. O sistema, que tem como base a realização de um implante permanente, reduz os sintomas causados pela hiperplasia benigna de próstata (HBP).

De acordo com o médico urologista e especialista em cirurgia robótica, André Berger, a grande vantagem da tecnologia é uma recuperação mais rápida e a preservação funcional do paciente. “Este é o procedimento menos invasivo para tratamento do aumento da próstata disponível no mundo e agora no Brasil. Pode ser realizado de forma ambulatorial, com anestesia local com ou sem sedação, e dura cerca de 10 minutos. Dispensa o uso de sonda e não provoca qualquer interferência na função sexual — ereção e ejaculação. O paciente retorna para casa no mesmo dia”, explica o médico que também é o líder do Núcleo de Cirurgia Robótica do hospital.

A hiperplasia acomete 70% dos homens com idades entre 60 e 69 anos e 80% dos homens com mais de 70 anos. A doença provoca dificuldades para urinar, impedindo o esvaziamento completo da bexiga e fazendo com que as idas ao banheiro sejam mais frequentes e urgentes, especialmente à noite.

 

Pioneirismo

É a primeira vez que a tecnologia é utilizada no Rio Grande do Sul. Também está em teste em três hospitais em São Paulo e um no Paraná. O procedimento é rotineiramente realizado nos Estados Unidos há 7 anos.

A cirurgia pioneira, realizada nesta quinta-feira (29) por Berger com auxílio dos urologistas Artur Paludo e Dorival Duarte Júnior, foi transmitida para outros médicos presentes no centro cirúrgico e no anfiteatro do Hospital Moinhos de Vento. O paciente de 52 anos fazia uso de medicação para tratamento da hiperplasia, mas não apresentou melhora significativa. Ele teve alta 90 minutos após o procedimento, sem sonda, urinando espontaneamente.

Para o chefe do Serviço de Urologia da instituição, Eduardo Franco Carvalhal, a tecnologia minimamente invasiva e com ótimos resultados, é mais uma opção dentro da estratégia de oferecer o que há de mais moderno e inovador no tratamento das doenças da próstata. “O Hospital Moinhos de Vento é uma referência — somos o segundo melhor do país. Buscamos priorizar sempre o que há de melhor e mais eficaz para garantir os melhores desfechos clínicos aos nossos pacientes. Essa técnica possibilita o alívio da obstrução prostática leve a moderada, com a vantagem de não interferir em aspectos ejaculatórios do paciente. Com a chegada desse procedimento, associado ao laser da próstata, cirurgia robótica e as técnicas convencionais, estamos próximos de um programa completo de tratamento da saúde do homem, em que a hiperplasia de próstata é um dos problemas mais comuns”, afirma.

O serviço ficará disponível para pacientes com plano de saúde ou particulares.