
Durante a Sessão Ordinária realizada nesta terça-feira (24), na Câmara de Vereadores de São Sepé, a Tribuna Livre foi ocupada pelo Coordenador Regional do Instituto SOS Agro Soluções, Maurício Antônio Bortolotto de Oliveira, e pela presidente da entidade, Graziele de Camargo.
Na oportunidade, os representantes trouxeram à pauta a grave situação enfrentada pelo setor rural no município e no Brasil, destacando a necessidade urgente da edição de um decreto de emergência, em razão da estiagem prolongada e da escassez de combustível, fatores que têm agravado ainda mais a crise no campo.
Em suas manifestações, Maurício e Graziele enfatizaram que o movimento SOS Agro RS vem mobilizando produtores rurais em todo o Rio Grande do Sul, buscando apoio e medidas concretas após os impactos das enchentes de 2024. Segundo eles, além dos prejuízos recentes, muitos agricultores seguem enfrentando dificuldades financeiras severas, sem condições de manter suas atividades.
Entre as principais demandas apresentadas está a renegociação das dívidas rurais, com o alongamento dos prazos e a criação de mecanismos efetivos de apoio aos produtores descapitalizados. O movimento também tem atuado fortemente na mobilização nacional, articulando ações junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal para que projetos importantes avancem, que prevê a liberação de recursos para auxiliar na renegociação das dívidas.
Os representantes destacaram ainda que, após participação em audiências públicas com a Comissão de Agricultura e a Comissão Mista das Enchentes, foi elaborada e encaminhada uma carta com as principais reivindicações do setor.
Outro ponto abordado foi a gravidade da crise no campo, com relatos de desespero entre produtores rurais e a falta de apoio efetivo, situação que, segundo o movimento, já resultou inclusive em casos extremos no meio rural.
Ao final, os representantes reforçaram a importância da união de esforços entre os poderes públicos e a sociedade para garantir medidas emergenciais e estruturais, assegurando a permanência das famílias no campo e a continuidade da produção agrícola no município e em todo o Estado.


