Valdiocir Bolzan

Tipos populares: Benedita e Apolinario

BENEDITA

Diziam os antigos que antes de sofrer das faculdades mentais ela foi uma ótima empregada de cozinha, portanto entendia muito bem da arte culinária.

Com o decorrer dos anos, de acordo com a tara de família, perdeu o juízo e começou a vagar pelas ruas, carregando uma trouxa cheia de panos velhos. Depois foi morar em um cemitério velho, abandonado, tendo por teto um túmulo grande (capela).

Todo o forasteiro que aqui chegava e sabendo da existência e moradia da Benedita, ia por curiosidade ao referido local para vê-la e certificar-se da verdade. O artista Pery Borges em seu livro “Seis anos de Rádio”, narrou que quando esteve em São Sepé no ano de 1920, foi conhecê-la em sua morada.

Muitos anos depois isso serviu para o seu programa (Perfume do Passado), que foi muito apreciado pelos ouvintes de rádio de toda parte.

 

APOLINARIO

Era também conhecido por (Chirú Mastro), devido a sua altura. Ele prestava os seus serviços como mensageiro e carregava água para grande parte da população.

Tinha a mania de economia, porque tinha esperança de ficar rico, por isso juntava tudo o que ganhava, sendo uma botina o seu cofre. Ninguém descobria o lugar que ele escondia esse calçado.

Era muito quieto, só respondia o que lhe perguntavam. Faleceu vitíma de um balaço detonado por um rapaz que estava muito distante dele, em um banho, provavelmente no Arroio São Sepé.

Esse crime não foi premeditado, foi apenas uma imprudência desse rapaz que não era mau e sim muito brincalhão, por isso inocentemente cometeu esse crime, motivo pelo qual foi absolvido.

 


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