Obino

Um dia para refletir sobre a conservação do solo


 

Foto: reprodução

Nesta segunda-feira, 15, é celebrado o Dia Nacional da Conservação do Solo. A data foi instituída em 13 de novembro de 1989, através da Lei n° 7.876. Seu propósito é trazer à reflexão a conservação dos solos e os usos deste recurso natural, em especial na agricultura.

A Emater/RS-Ascar é uma das instituições que faz parte do Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água, criado em 2015. O objetivo é estabelecer programas, diretrizes e instrumentos para a proteção e a conservação da qualidade do solo e da água.

De acordo com Edemar Valdir Streck, assistente técnico de Manejo de Recursos Naturais da Instituição, são realizadas palestras, oficinas, seminários e dias de campo voltados ao assunto. “Nos dias de campo, não importa o foco, seja gado de leite ou olericultura, sempre tem uma estação voltada à conservação do solo”, conta.

A Emater/RS-Ascar presta Assistência Técnica aos agricultores e orienta a instalação de unidades de referência de manejo e conservação do solo e da água “Essas unidades servem como exemplo aos agricultores que têm interesse em adotar medidas conservacionistas em suas propriedades”, observa o técnico, ao avaliar que os resultados do manejo correto e da conservação do solo são de longo prazo. “Por isso há muita relutância entre os agricultores para adotar novas medidas, pois eles querem resultados melhores já na próxima safra”, explica.

 

Solos férteis

Segundo Edemar, a fertilidade do solo é desenvolvida em três conceitos: a fertilidade física, a biológica e a química. “Esses três parâmetros têm que ser desenvolvidos juntos, porque não existe melhoria física sem ter a melhoria na questão biológica, uma depende da outra”, explica. Ele ainda ressalta que depender apenas da mecanização não garante um solo mais fértil. “É preciso que o solo tenha atividade biológica, tenha raízes, palhada, minhocas e também micro-organismos”, conclui.

Um dos grandes problemas que causa infertilidade no solo é a compactação excessiva do mesmo. “A compactação reduz a capacidade de absorção da água e seus nutrientes minerais, principalmente em solos argilosos”, explica Streck. Para evitar esse fenômeno, é necessário um manejo correto da superfície, como a rotação correta de culturas e a utilização de palhadas para não deixar o solo descoberto.

Em casos mais sérios, Streck destaca que é importante realizar uma análise de solo estratificado. Essa análise deve ser feita pelo menos em duas camadas, de 0 a 10 cm e de 10 a 20 cm. “Para ver se a partir de 10 cm não tem problema de alumínio em profundidade, já que o alumínio é tóxico para o sistema radicular”, explica. Se não há presença desse elemento, é recomendado utilizar plantas com raízes agressivas, como capim-sudão. Mas se há presença de alumínio, a única solução é a utilização de máquinas, como o escarificador ou o subsolador.

 

 

Fonte: Emater