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Santa Maria tem primeiro caso confirmado de dengue no ano


 

Foto: Gabriel Haesbaert/arquivo Diário

O primeiro caso de dengue em Santa Maria foi confirmado nesta quinta-feira, 16. De acordo com o último boletim epidemiológico de arboviroses, emitido na quarta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), a cidade tem um caso de dengue importada registrado até o momento.

Conforme a Vigilância em Saúde de Santa Maria, uma mulher de 33 anos contraiu a doença em uma viagem ao Nordeste. Ela teria retornado a Santa Maria em 22 de abril. Três dias depois, ao sentir sintomas, ela procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Walter Aita e, posteriormente, foi encaminhada à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24h para a realização de exame.

O Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen-RS) atestou a dengue. Segundo a prefeitura, o tratamento preventivo no entorno do domicílio do paciente já foi feito.

Esse é a quinta confirmação da doença na Região Central neste ano. Ainda de acordo com o documento (que apresenta dados analisados até 11 de maio), o segundo caso de dengue autóctone (contraída no município de residência) foi confirmado em Cruz Alta, que já tem três casos de dengue confirmada em 2019 (dois autóctones e um importado). Em abril, um caso em Dilermando de Aguiar também havia sido registrado.

 

SITUAÇÃO NO ESTADO

O Rio Grande do Sul teve, até agora, 456 casos de dengue autóctones registrados neste ano, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo, o Estado teve até o último dia 11 a confirmação de 528 confirmações da doença, sendo 72 importados. Os casos autóctones foram registrados em 32 municípios. Em 2017 e 2018, segundo a secretaria, a doença teve nenhum caso registrado de dengue contraída no Estado.

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Além disso, Santa Maria e Cruz Alta são duas das 30 cidades da região que vivem uma infestação do mosquito Aedes aegypti, conforme o relatório epidemiológico divulgado pelo Estado (veja abaixo).

 

AS CIDADES DA REGIÃO INFESTADAS

De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), são 30 municípios atingidos. O relatório é de maio deste ano:

Caçapava do Sul
Cacequi
Cruz Alta
Faxinal do Soturno
Formigueiro
Itacurubi
Itaara
Ivorá
Jaguari
Júlio de Castilhos
Lavras do Sul
Mata
Nova Esperança do Sul
Nova Palma
Pinhal Grande
Quevedos
Restinga Sêca
Rosário do Sul
Santa Maria
Santiago
São Francisco de Assis
São Gabriel
São Pedro do Sul
São Sepé
São Vicente do Sul
Silveira Martins
Toropi
Tupanciretã
Unistalda
Vila Nova do Sul

 

O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2019, feito periodicamente pela Vigilância em Saúde, é uma das ações de combate ao mosquito da dengue. Na última ação, feita entre 4 de fevereiro e 31 de março deste ano, 137 focos do mosquito foram encontrados em 33 bairros da cidade (veja abaixo). Porém, a prefeitura de Santa Maria alerta que infestação, ao contrário de epidemia, não significa que os mosquitos estão com o vírus que causam a dengue.

No levantamento, foram inspecionados 3.170 imóveis, sendo o Bairro Juscelino Kubitschek com o maior número de focos, seguido da Nova Santa Marta. Do total de criadouros de Aedes aegypti, 40,5% estão em depósitos móveis, como vasos e pratos de plantas, bebedouros e depósitos de construção, e 19,62%, em sucatas e entulhos. Conforme a Superintendência de Vigilância Ambiental em Saúde, o município se encontra em situação de alto risco para epidemia de circulação viral, ou seja, não se tem o vírus circulando.

O LIRAa referente aos últimos meses está em fase de finalização e deverá ser divulgado no começo do mês de junho, conforme a prefeitura de Santa Maria.

 

Na dengue clássica, o paciente pode apresentar:

Febre alta com início súbito

Forte dor de cabeça

Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos

Perda do paladar e apetite

Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores

Náuseas e vômitos

Tonturas

Extremo cansaço

Moleza e dor no corpo

Muitas dores nos ossos e articulações

 

Dicas de prevenção

Não acumular lixo e materiais em desuso que retenham água parada como pneus, garrafas, copos e latas

Tapar a caixa d’água, poços, latões e filtros

Lavar os pratinhos de folhagens, escovando as bordas para eliminar os ovos do inseto, e não acumular água, podendo colocar areia

Tratar as piscinas

 

 

Fonte: Diário de Santa Maria