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Resgate de cachorro preso em penhasco mobiliza Corpo de Bombeiros em Silveira Martins


Foto: reprodução/Bombeiros

 

A história do Marley, um cachorro labrador que caiu de um penhasco no interior de Silveira Martins, emocionou a equipe de bombeiros que trabalhou no resgate do animal. Apesar da queda e das adversidades, o cachorro foi resgatado ileso de um local de difícil acesso. A reportagem é do Diário de Santa Maria.

Eram 11h25min de quarta-feira quando o soldado Renato, dos bombeiros de Camobi, em Santa Maria, atendeu o telefone. A ligação foi feita por um vizinho da família Franchi, que cuida de Marley. Ele pedia ajuda para resgatar o animal que estava em um local difícil de chegar. Foi aí que os soldados Marafiga, Schuster e Bauer foram até a localidade de Linha 6, em Silveira Martins e começaram as buscas com ajuda dos moradores do local.

Marley foi encontrado em um penhasco com cerca de 30 metros e sofreu uma queda de oito metros, conforme relato dos bombeiros. Marley estava em uma pedra, uma espécie de degrau. A preocupação de todos era evitar que ele caísse mais para baixo. Com uma técnica de resgate em alturas (atividade parecida com rapel), Marafiga chegou até a pedra onde cachorro estava. Para isso, contou com a ajuda do colega, o soldado Stefanio, que foi até o local levar o material necessário para dar continuidade ao trabalho.

“Era um terreno de acesso bem difícil. Tinha marimbondos, pedras soltas, aranhas, formigas, sem falar que era mato fechado, era de pouca visibilidade”, contou Lucas Marafiga.

Lá embaixo, o bombeiro fez uma cadeira de resgate, e Marley foi içado pelos colegas. Marafiga conta que o cachorro estava bem, sem machucados, mas com bastante sede. Contabilizando o tempo de buscas e de resgate, foram 9 horas de trabalho da equipe, que foi acompanhada pela família, moradores e um adestrador de cachorros. “Quando vi que ele estava bem, fiquei muito feliz. Mesmo sendo um cachorro, é uma vida e é o nosso dever. A equipe inteira vibrou com o resgate”, comenta o bombeiro.

A estudante Ana Carolina Franchi, 20 anos, conta que Marley é mascote de toda a família. Ela lembra que ele sofreu maus tratos por outros tutores quando foi entregue aos cuidados dos Franchi. Ela e outros parentes deslocaram até a propriedade do tio dela para acompanhar as buscas. Junto com Marley, estava outro cachorro da família, o Pelé.

Quando o vizinho da família encontrou Marley, viu que Pelé havia caído 30 metros no penhasco. Infelizmente, ele não sobreviveu. A família conta que os cachorros não ficam presos, mas que nunca tinham saído tão longe. Eles acreditam que os dois foram atrás de algum outro animal, para caçar.

“No final, eu já estava na casa. Quando ouvi a voz deles conversando e rindo e saí para fora, vi o Marley caminhando. Pelo lugar, achei que ele teria algum ferimento. Não tenho palavras para explicar a emoção de quando eu vi que ele estava bem”.