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Quarta-feira é de protestos contra cortes no orçamento de universidades


 

Desde às 8h, a rótula de acesso à UFSM – no cruzamento da RSC-287 (Faixa Velha) com a Avenida Roraima – foi fechada por estudantes, servidores e professores da instituição. A manifestação faz parte de uma série de protestos previstos para o dia de hoje contra os cortes do orçamento das universidades federais e congelamento das bolsas de pesquisa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A reportagem é do Diário de Santa Maria.

O dia 15 de maio foi nomeado como Greve da Educação e antecede o 14 de junho, quando vai acontecer a chamada Greve Geral. Além de se posicionar contra as decisões do Governo Federal sobre a educação superior, os protestos têm como tema a Reforma da Previdência. Segundo o material distribuído pelos manifestantes, “não há nenhuma justificativa econômica para os cortes na educação”.

Em São Sepé um ato foi realizado na escola Tiaraju durante a manhã. Durante a tarde ocorre um ato na Praça das Mercês. 

Os ônibus não são desviados. Quem deseja ir até a UFSM precisa descer na última parada da Faixa Nova. E quem quer pegar ônibus em direção ao centro da cidade também só consegue se deslocando até a Faixa Nova.

Entretanto, pacientes do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e familiares têm passagem liberada. A Brigada Militar está auxiliando no redirecionamento do trânsito para essas pessoas.

O membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mateus Lazaretti reiterou a intenção de paralisar a Universidade. “A gente sabe que tem professor que acaba passando ou até marca prova, mas acredito que antes de meio-dia não saímos daqui”.

A diretora da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), Maristela da Silva Souza, afirmou que a paralisação busca conscientizar a sociedade. “A principal pauta da Sedufsm é mostrar a educação como uma dimensão importante da sociedade. Sem educação, a sociedade pode parar”.

Outros protestos compõem a programação de manifestações para o dia de hoje. A partir das 9h30min, professores municipais vão se mobilizar pela valorização da educação e dos educadores, na Praça Saldanha Marinho.

À tarde, por volta de 14h30min, inicia a concentração de estudantes, servidores e professores na praça com atrações artísticas e culturais. Mais tarde, às 16h, começa uma marcha que une comunidades escolares municipais, federais e estaduais. No Colégio Politécnico da UFSM, professores, estudantes e servidores se reuniram para uma programação especial.

Pela manhã, aconteceu uma palestra sobre o orçamento da UFSM, que também vai ocorrer às 14h no Anfiteatro do Colégio. O diretor Valmir Aita falou que a programação extra tem o intuito de mostrar os impactos no contexto do Ensino Médio. “Aproveitamos o momento para convidar os alunos para esta discussão. Além de conversar sobre a Reforma do Ensino Médio, que pode nos afetar diretamente”, falou o diretor.

 

 

Fonte: Diário de Santa Maria