Professores e funcionários estaduais realizam missa para pedir atenção ao Governo do Estado


 

Em celebração, os servidores pedem o pagamento em dia dos salários.

A luta por condições dignas de trabalho, assim como as campanhas salariais são constantes no magistério. As reivindicações são as mesmas há vários anos e governos. Desde 1º de janeiro de 2015, essa é a  22ª vez que o salário do funcionalismo gaúcho é parcelado na gestão do governador José Ivo Sartori.

Cansados de promessas, e buscando reivindicar, os professores e funcionários estaduais decidiram rezar uma missa pedindo melhorias nas escolas e o fim do parcelamento dos salários. A celebração contou com participação de cidadãos em geral, pais, alunos, funcionários, professores e políticos locais, que se uniram em oração para pedir lucidez e alertar a comunidade para os problemas que os servidores enfrentam. O Padre Gerson Gonçalves, que também é funcionário do estado, disse que a missa serve como um alerta, tanto para comunidade, como também, para os governantes. O Padre comentou também que uma missa baseada no diálogo e na oração pode surtir efeito positivo na luta da classe.

Para o estudante, Jean Jentz Teixeira, essa manifestação se difere pelo caráter de diálogo aberto com a sociedade. “Na rua é o grito. Aqui conseguimos sensibilizar mais pessoas e fazer com que entendam a nossa voz”. Teixeira disse ainda que é preciso união dos movimentos estudantis e demais movimentos para que algo seja feito. Jean é engajado na luta dos professores, esteve envolvido nas ocupações do ano passado e está ao lado dos servidores nessa luta também.

As mobilizações dos professores ocorrem em todo o Rio Grande do Sul. Segundo o CPERS, a greve só terminará quando os salários dos servidores estiverem em dia. Nesta terça-feira, o governo do estado concluiu o pagamento de servidores que recebem até R$ 2.750,00. Segundo a Secretária Estadual de Finanças o número representa 65% da folha.