População opina sobre mudanças no trânsito da Avenida Getúlio Vargas

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Nesta quarta-feira, 30, autoridades de São Sepé anunciaram mudanças no trânsito da Avenida Getúlio Vargas. A partir da iniciativa muitas pessoas opinaram a favor e contra a medida adotada. A ação surgiu a partir de uma série de eventos que tem sido presenciados no local e visa, principalmente, zelar pela segurança da coletividade e buscar a manutenção do fluxo da principal via de acesso à cidade.

Funcionários do Setor de Trânsito da Prefeitura já instalaram placas e realizaram a pintura do meio fio.

 


O que dizem os moradores?

Nossa reportagem conversou com alguns moradores que residem na principal avenida da cidade. O morador Giovani Oliveira elogiou a iniciativa e disse que há muito tempo vivia a agonia de ter que escutar som com volume excessivo por parte, segundo ele, de alguns motoristas que muitas vezes estacionavam os carros com som alto em frente às residências.

Sobre as mudanças na avenida o morador comentou: “É o melhor presente de final de ano. Não sou contra a gurizada se divertir, isso não me incomoda. O que não me conformo é com o volume excessivo nos carros, pois eu não conseguia dormir. É uma minoria que instala sons poderosos. A maioria são pessoas pacíficas, que vêm se divertir de fato”.

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O morador conta que por causa do barulho, principalmente aos finais de ano, muitas vezes teve que dormir na oficina, aos fundos da casa dele. “A casa trepidava e as massas das janelas, que já são antigas, caíram. Já tive que dormir no chão, em cima de um pedaço de papelão e com um protetor auditivo dentro da minha oficina. É uma falta de respeito e solidariedade com o seu semelhante”, conta o morador se referindo ao barulho excessivo do som de alguns veículos.

O Pastor Luiz Carlos Rodrigues, que administra a Igreja Primitiva do Reino de Deus na avenida, disse que apoia a iniciativa proposta pelas autoridades. Rodrigues salientou que a maioria dos moradores e frequentadores da igreja estão satisfeitos com a iniciativa.

 


A opinião de quem acredita que essa mudança pode não resolver

O analista em Tecnologia da Informação, Guilherme Giuliani, disse que o problema só será resolvido com educação, mas a longo prazo para que se tenha cidadãos civilizados.

“Há uns 15 anos mais ou menos, fecharam os “bailões” nos bairros, achando que ia coibir a violência, drogas… Ali começou a opressão e centralização das pessoas em poucos lugares, quando isso acontece os risco de tumulto e vandalismo sempre aumentam. Isso tudo é reflexo de escolas sucateadas, professores mal remunerados e muitos despreparados, é a falência da educação. Como resolver? Somente com educação, para que a longo prazo tenhamos cidadãos mais civilizados”, destacou.

Como medida a curto prazo, Giuliani opina que seria preciso mais efetivo de policiais com melhores salários, mais apoio da sociedade para que atuem de maneira “mais dura e proibitiva, para que não fiquem sendo julgados a todo momento, a qualquer operação que realizem”, avalia.

O jovem Jonas Figueiredo também não acredita que a medida tenha resultados. “Acho que carros não tem nada a ver. Não irá diminuir o trânsito e sim irá aumentar. Pois os carros que eram estacionados vão ficar passeando. Vai piorar. E quem causa as brigas e confusões são pessoas que andam a pé”, comenta.

 


O que a prefeitura diz?

A prefeitura de São Sepé informou que a rua Plácido Gonçalves, em frente ao Centro Cultural, será aberta em determinados finais de semana. O Executivo Municipal ainda estuda alternativas. De acordo com o prefeito municipal, o objetivo não é delimitar pontos de diversão.

“As pessoas precisam entender que é uma medida de segurança. Nas últimas semanas temos recebido centenas de pedidos sobre a situação no local. As pessoas podem continuar indo lá se divertir, apenas queremos melhorar a fluidez do trânsito, somada ao trabalho de fiscalização”, destacou Girardello que ainda disse que estão sendo pesquisadas alternativas para os jovens.

Em cidades como Candelária, onde há um parque municipal que é usado pelos jovens, a administração local disse que apesar de ser afastado da cidade há os mesmos transtornos. “Não é uma medida simples como pensam, tudo envolve muito estudo para que o poder público não estimule uma prática ilegal, mas estamos abertos ao debate”, defendeu o prefeito.

 

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Fotos: Bruno Garcia

 

Guilherme Motta