Polícia investiga relação de ataques em Gramado Xavier com outros crimes no interior do RS


Foto: reprodução/arquivo pessoal

A Polícia Civil investiga a ligação entre os ataques a duas agências bancárias, uma lotérica e uma farmácia em Gramado Xavier, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, com outros crimes semelhantes no interior do estado. Os crimes aconteceram na madrugada de sábado, 29.

“Nosso compromisso é produzir provas em relação a isso para efetivamente prendê-los, evitar novos fatos ou antecipar novos fatos com a prisão de situações mais contundentes evitando essas ações criminosas, conseguindo efetivamente prendê-los para que essa série de ataques ela cesse”, disse o delegado João Paulo de Abreu.

A ação durou cerca de 40 minutos. Cinco criminosos encapuzados renderam moradores, explodiram duas agências bancárias, uma lotérica e ainda roubaram uma farmácia e uma loja de roupas.

Durante o ataque, um veículo que passava pelo local foi abordado e três pessoas foram feitas reféns, e foram liberadas no momento da fuga do grupo. Sem ser identificada, uma mulher rendida pelos bandidos relatou o fato.

“Eles levaram meu marido e eu até a frente do Sicredi, um pouco mais para frente, em direção à Brigada Militar e pediram para ficarmos de costas e para não nos virar, não olhar nada”, diz a moradora. “Fica um desespero de impotência porque tu você está ali. Você não pode fazer nada, se sente totalmente impotente”, lamenta.

Os criminosos fugiram em uma EcoSport em direção a Barros Cassal. Na localidade de Linha Três Léguas, eles depararam com policiais militares e houve uma intensa troca de tiros. O grupo escapou, e o carro da BM ficou inutilizado após ser atingido por disparos.

Por volta das 2h, o veículo dos bandidos foi encontrado abandonado em uma fazenda na localidade de Passo da Laje, no interior de Barros Cassal. A polícia segue com as buscas pelo grupo.

Durante os ataques, cinco fortes explosões foram ouvidas por moradores. A dona de casa Nair Terezinha Mallmann conta que acordou assustada.

“Foi assustador. Acordamos com um bombardeio. Achamos que era bombinha, mas era coisa mais forte. Bem triste. Barbaridade. Eu não pensei que o nosso lugar ia chegar ao ponto em que chegou”, desabafa.

 

 

Fonte: G1