Pedetistas participaram da inauguração do Memorial Luís Carlos Prestes em Porto Alegre


 

Fotos: divulgação

 

Foi inaugurado na tarde de sábado, dia 28, o Memorial Luís Carlos Prestes em Porto Alegre. É a primeira obra de Oscar Niemeyer na cidade, e um dos últimos trabalhos do arquiteto, falecido em dezembro de 2010. O espaço cultural levou 27 anos para sair do papel.

A ideia para construção do Memorial começou em 1990, com um projeto do vereador Vieira da Cunha, do PDT, em homenagem ao político do Partido Comunista. A partir de 1995, os pedetistas Vieira e João Luiz Vargas, então deputados estaduais, organizaram um grupo político de apoio à memória de Prestes, que teve como objetivo, entre outras coisas, fazer o memorial sair do papel.

As articulações culminaram na doação do terreno pela Prefeitura e do projeto arquitetônico, cedido gratuitamente por Niemeyer, que era amigo pessoal de Prestes. Sem recursos para erguer o prédio, o projeto ficou por mais de uma década paralisado. Somente em 2012, a partir de uma parceria firmada entre o Memorial e a Fundação Gaúcha de Futebol (FGF), as obras começaram. Em troca de parte do terreno, onde construiu a sua sede, a fundação financiou o prédio do memorial.

O espaço resguarda as fotos cedidas por Anita Leocácia Benário Prestes, filha de Luís Carlos. As imagens recontam a trajetória do político, desde sua juventude como militar, passando pela Coluna Prestes, o período em que viveu na antiga União Soviética, as prisões no governo Vargas e durante a Ditadura Militar, e a atuação política dentro do Partido Comunista.

Vinculado ao PDT no final de sua vida, Prestes foi presidente de honra da sigla no final da década de 80. Representando o diretório municipal do partido, o sepeense João Luiz Vargas participou das cerimônias de inauguração, que contou com a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o pré-candidato a presidência da República Ciro Gomes e o pré-candidato a governador Jairo Jorge.