Mais três meninos deixam caverna na Tailândia no terceiro dia de resgate


 

Foto: Courtesy of Elon Musk via AP

Mais três meninos deixaram a caverna Tham Luang, no norte da Tailândia nesta terça-feira, 10, terceiro dia de resgate, elevando para 11 o número de resgatados, de acordo com a CNN, a agência de notícias Reuters e o jornal britânico “The Guardian”. A retirada de apenas um deles, porém, foi confirmada pela Marinha tailandesa.

De acordo com a BBC, houve uma certa demora em transferir os meninos da entrada da caverna para o helicóptero, mas as ambulâncias já deixaram o local.

De acordo com o primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-chau, os meninos recebem ansiolíticos antes de serem levados à superfície, segundo o “The Guardian”. Nos últimos dias, resgatados foram vistos chegar à superfície em macas.

Nos dois primeiros dias de salvamento, oitos crianças foram trazidas para a superfície. Todas estão internadas no hospital da província de Chiang Rai, que fica a cerca de 70 km da caverna, mas passam bem. Elas estão em quarentena para evitar alguma infecção já que a saúde do grupo ficou fragilizada por um longo período de jejum forçado.

Nesta terça chove forte na região, o que pode elevar o tempo de resgate do grupo. O objetivo da missão desta terça, segundo um porta-voz oficial do resgate, é trazer à superfície, além dos remanescentes do grupo, um médico e três fuzileiros navais que entraram na cavidade subterrânea para dar assistência ao grupo.

 

Operação delicada

A operação de resgate é bastante complexa e perigosa: as galerias subterrâneas estão completamente escuras e são de difícil acesso. O grupo precisa atravessar trechos inundados, muito estreitos e com um relevo bastante acidentado. Alguns dos meninos não sabem nadar. Todos precisaram aprender técnicas de mergulho às pressas. O estado de saúde dos meninos e do técnico também preocupam a equipe de resgate.

Os nomes dos resgatados não foram divulgados nem mesmo para os pais. As autoridades tomaram essa atitude para preservar os pais das crianças que ainda não tinham sido retiradas da caverna. Questões culturais explicam a decisão das autoridades.

 

 

Fonte: G1