Jovem de São Sepé se destaca na motovelocidade


Fotos: divulgação

Com determinação para vencer os obstáculos, o jovem de São Sepé Marco Antônio Echeverria está despontando no cenário da motovelocidade do Rio Grande do Sul. Agora, o jovem de 25 anos vai em busca de novos desafios: dar início à disputa pelo campeonato brasileiro. Mas, antes de competir pilotando uma moto, o jovem teve experiências nas pistas através do Kart.

O piloto conta que desde pequeno gostava de motocicletas. “Eu tinha seis anos quando gostava das motos que tinham nos parques de diversões. Quando fiquei maior, com uns 15 anos, comecei no Kart”, lembra. O jovem diz que no Kart disputou algumas competições no Rio Grande do Sul, como a Red Bull Kart Fight, e algumas seletivas do time do Velopark. “Eu nunca tive carro próprio. Chegava na hora da corrida e era sorteado. Tinha vezes que não dava sorte de ter um carro bom, haviam outros melhores”, conta o jovem.

Após disputar provas no Kart, o piloto sepeense ingressou no protótipo, que nada mais é do que um Fórmula, um veículo com carenagem, uma espécie de “mini Stock Car”. “Esse já é um carro de competição real, é um carro de corrida. Já se consegue chegar em altas velocidades”, recorda o jovem que chegou a competir algumas vezes nesta modalidade, chegando uma vez em segundo colocado e em todas as outras corridas na primeira colocação. Ele destaca que treinou mais tempo no autódromo de Santa Cruz do Sul porque, segundo ele, é a pista que exige mais habilidade do piloto.

Passaram-se os meses e o piloto começou a gostar de motovelocidade. Ele conta que logo quando comprou a motocicleta e vendo a necessidade de ter mais habilidade, notou que precisava de um curso de piloto de moto. Foi aí que o jovem se especializou na Rad Racing School, referência no ramo. Echeverria se deu bem já no primeiro treino e o professor do curso o aconselhou a começar a competir.

No município de Guaporé, o jovem fez sua estreia como competidor de moto no GP Gaúcho de Motovelocidade, após realizar treinos em pista alugada. Já na primeira corrida, o sepeense chegou em terceiro lugar na categoria. Depois, em outras disputas realizadas em Santa Cruz do Sul, o jovem sofreu alguns acidentes, mas conseguiu terminar o campeonato na sexta posição. No ano seguinte, no Velopark em Nova Santa Rita, as regras da competição foram modificadas e o nível aumentou. Foi quando o piloto se acidentou duas vezes e acabou não conseguindo concluir o campeonato.

Em 2017, na vontade de mudar de categoria, o piloto sepeense correu a segunda etapa do GP Gaúcho de Motovelocidade, em Tarumã. Era a despedida dele da categoria de baixas cilindradas e o jovem queria algo novo, mais desafiador. “Na segunda etapa fui em uma moto que tinha poucas cilindradas, larguei em último e por sorte choveu. Como eu sou leve e me projeto para fora da moto, isso acabou me ajudando na corrida. Saí em 19º e cheguei na 5ª posição”, conta. O jovem lembra que ocorreram alguns imprevistos, como atrasos no campeonato, e ele acabou saindo da categoria.

No final do mesmo ano o piloto começou a treinar para a SuperBike Brasil, com motos de 1.000 cilindradas, chamada de categoria “Rainha”. Dependendo das condições, a moto pode chegar a 300 Km/h. O jovem começou a treinar e com a ajuda de patrocinadores está ingressando nesta modalidade.

As conquistas não param por aí. O piloto assinou contrato com uma grife de roupas para motos esportivas e equipe de competição, através da “Moto Esportiva”. Ele participa de eventos, lançamentos e divulga a marca em diferentes cidades. Além disso, Echeverria dá aulas de piloto de moto em parceria com mais dois colegas. Para as competições, o jovem conta com a assistência da Giacomini Motos de Santa Maria. A oficina de moto especializada oferece todo suporte mecânico e acompanha o piloto nas disputas.

Neste ano, o jovem correrá algumas etapas do GP Gaúcho de Velocidade e na SuperBike Brasil, em Interlagos (São Paulo) a maior competição do ramo no Brasil com transmissão pelo canal SporTV. “Não almejo chegar lá na frente até porque o nível dos pilotos é muito alto. Têm pilotos famosíssimos. Quem compete sabe que esse esporte não é fácil de se promover, não é tão simples assim. O auxilio do país está aumentando, mas ainda é muito pouco. Vou tentar o máximo possível levar o nome da nossa cidade para o Brasil inteiro e esse ano promete”, ressalta o jovem que já disputou provas em pistas de Santa Cruz do Sul, Rivera, Tarumã, Guaporé e Nova Santa Rita (Velopark).

O jovem mora atualmente em São Sepé, mas divide o tempo entre as viagem para representar a marca Moto Esportiva, treinos e competições. Como agora ele terá uma moto melhor, mais potente, acredita que terá mais chances de chegar lá na frente e quem sabe conquistar uma vaga no pódio.