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Governo do Estado auxilia municípios atingidos pela chuva


Foto: divulgação/Defesa Civil

A Defesa Civil estadual tem prestado auxílio, nesta semana, às cidades atingidas pela instabilidade no Rio Grande do Sul. Os municípios mais afetados são Alegrete, Uruguaiana, Bagé e São Gabriel, mas também há danos em Dom Pedrito, Jaguari, Pedro Osório, Quaraí, São Borja e São Francisco de Assis. No total, há 1.208 desalojados e 399 desabrigados.

Na quinta-feira, 10, o governador Eduardo Leite reuniu-se com o chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, coronel Júlio César Rocha Lopes, para garantir que a ajuda necessária chegue aos municípios. “Estamos dando orientações para que os prefeitos reúnam a documentação necessária o mais rápido possível a fim de que possamos homologar o decreto de emergência”, explicou o coronel Rocha.

 

Mais de 200 famílias atingidas em Alegrete

A situação mais complicada é a de Alegrete, município no qual foi registrada uma morte. Até agora, 185 famílias (aproximadamente 740 pessoas) estão desalojadas e 137 (cerca de 550 pessoas) estão desabrigadas.

O prefeito Márcio Amaral decretou situação de emergência na quarta-feira, 9, e há previsão de que o número de famílias afetadas pela cheia do Rio Ibirapuitã aumente. Nas últimas 24 horas, o volume de chuva chegou a 358 milímetros (mm) – a média mensal para janeiro é 135 mm –, mas a expectativa é de que a instabilidade dê uma trégua nas próximas 12 horas.

Até agora, a Defesa Civil enviou 25 barracas, que estão sob a responsabilidade da prefeitura, para a montagem de um acampamento de emergência. Cada barraca aloja uma família de até seis pessoas. Além disso, uma equipe adicional do órgão permanece no município para dar suporte à Defesa Civil municipal. As atividades incluem vistoria de lugares afetados e abrigos. Por enquanto, 35 famílias estão abrigadas no Ginásio Municipal Osvaldo Aranha, mas, até o momento, 550 pessoas estão distribuídas em cinco abrigos pela cidade.

 

Em Uruguaiana, choveu quase o dobro do volume previsto para janeiro

O prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello, também decretou situação de emergência na quarta-feira, 9. Nas últimas 48 horas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 214,8 mm, quase o dobro do volume habitual do mês de janeiro (116,5 mm).

A chuva deu uma trégua e, de acordo com as condições meteorológicas, não deve chover nas próximas 12 horas. Tampouco há previsão de rajadas de vento significativas nesta sexta-feira. O Rio Uruguai, porém, deve voltar a subir na semana que vem, devido ao deslocamento da onda de cheia na bacia do Ibicuí.

Para auxiliar o município fronteiriço, o Estado deslocou três células da Força de Reação Rápida do Corpo de Bombeiros, totalizando 12 militares, oriundos de Santa Maria, de Santa Cruz do Sul e de Santana do Livramento. O efetivo, munido de motosserras para auxiliar na remoção de árvores caídas, deve permanecer no local, atuando na liberação das vias públicas, até o final da tarde desta sexta-feira. O envio de mais maquinário está sendo avaliado pelo governador.

 

São Gabriel está sem abastecimento de água

O município de São Gabriel decretou situação de emergência na manhã desta sexta-feira, 11. A Defesa Civil já deslocou o coordenador de Santa Maria, tenente-coronel Freitas, para dar suporte ao prefeito Rossano Gonçalves no processo de decreto de situação de emergência. Por enquanto, 600 pessoas estão desalojadas. Devido à instabilidade, a cidade ficou sem abastecimento de água potável. Também não há previsão de chuva no município nas próximas 12 horas.

A Defesa Civil estadual também deslocou técnicos para Bagé e São Francisco de Assis. As duas cidades foram afetadas pelo excesso de chuva. Várias estradas estão bloqueadas, impedindo o acesso às áreas interioranas, e casas foram alagadas. A cidade de Bagé decretou situação de emergência na quinta-feira, 10.

Em Dom Pedrito, sete famílias estão desabrigadas (cerca de 28 pessoas) e 10, desalojadas (aproximadamente 40 pessoas). A Defesa Civil estadual reuniu-se com representantes municipais para discutir o apoio necessário. Em Quaraí, há seis famílias desabrigadas (24 pessoas) e 16 desalojadas (64 pessoas).

 

 

Fonte: Secom