Desemprego atinge mais de 13 milhões de brasileiros

Reprodução. G1.

O trimestre de dezembro a fevereiro registrou aumento no número de desempregados em todo o Brasil. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. A alta em relação ao trimestre anterior é de 1,3 ponto percentual e de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2016. De acordo com o IBGE, essa foi a maior taxa de desocupação desde que a pesquisa começou, em 2012.

Segundo a pesquisa, o desemprego cresceu 11,7% nesse trimestre em relação ao último trimestre, que terminou em novembro de 2016.

O número de pessoas ocupadas, trabalhando, também recuou. Segundo o IBGE, a quantidade de pessoas exercendo atividades remuneradas caiu 1% em relação a novembro. De acordo com o IBGE, o pico de trabalhadores com carteira assinada foi registrado no trimestre encerrado em junho de 2014 – 33,9 milhões de trabalhadores.

O índice de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada ficou estável em relação ao trimestre anterior. Mas cresceu 5,5% em relação ao mesmo trimestre de 2016. O número de trabalhadores por conta própria ficou  também se manteve estável na comparação com o trimestre anterior. Porém, recuou em relação aos dados divulgados em fevereiro de 2016.

O IBGE divulgou que a única categoria que se manteve estável, foi a dos trabalhadores domésticos. Segundo a pesquisa, a classe não sofreu recuo nem aumento nos números, nem no último trimestre, nem em relação ao mesmo período em 2016.

Desde o início da crise, a indústria perdeu 1,7 milhão de postos de trabalho. Em fevereiro de 2014, havia 13 milhões de trabalhadores na indústria. Em fevereiro de 2015, eram 13,2 milhões. Agora são 11,3 milhões.

Segundo o IBGE, agricultura e construção foram os setores que registraram o menor número de ocupados desde 2012. Em fevereiro de 2014, pico de contratação no setor da construção, eram 8 milhões de trabalhadores.

Fonte: G1.