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Autoridades debatem alternativas para animais soltos em ruas de São Sepé


 

Foto: reprodução

 

A situação dos animais de rua de São Sepé, principalmente dos cachorros, tem ganhado atenção especial dos vereadores. Na manhã de quinta-feira, 8, uma nova reunião aconteceu com representantes da União Sepeense de Proteção aos Animais (Uspa) e secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. Desde abril a Câmara vem debatendo junto aos representantes dos órgãos que atuam na causa animal, no município, na tentativa de encontrar soluções para os animais abandonados e medidas que possam conter a proliferação de cães e gatos na cidade.

Um dos problemas apontados na reunião é a falta de responsabilização dos proprietários. Casos de cães que atacaram pessoas na rua seguidamente são registrados, muitos destes animais possuem donos, mas ficam nas ruas pondo em risco a saúde dos pedestres.

“Não existe uma conscientização por parte das pessoas, o problema não são os animais, mas quem não cuida e deixa jogado nas ruas”, defendeu o presidente da Câmara, Janir Machado, que estuda apresentar um projeto para orientar os donos a proteger seus animais, já que há também casos de vacas e cavalos soltos nas vias públicas.

O vereador Elcio Teixeira (MDB) inclusive comentou na reunião sobre os recentes ataques de cachorros a pessoas em praças e ruas no centro da cidade. “Estes cães que morderam não são abandonados, eles tem donos, tem que ter um cuidado dos proprietários”, disse ele.

O vereador Paulo Nunes (PSB) destacou que a iniciativa da Câmara de encontrar alternativas para o problema é viável, no entanto, afirmou que o poder executivo precisa dar maior respaldo ao trabalho que já vem sendo feito pela Uspa e Clínica de Esterilização, por exemplo. “Podia haver uma rede de trabalho com agentes de saúde, campanhas de mídia, apoio aos voluntários que atuam na causa, nós temos que cobrar que aconteça estas ações”, disse Nunes.

 


Microchipagem e castração

Jack Spencer, protetora da Uspa, afirmou aos vereadores que uma das medidas mais importantes a ser adotada seria a microchipagem. Em outubro a demanda já havia sido discutida entre os edis em uma reunião. O veterinário do município, Carlos Casamalli, explicou durante a reunião os benefícios de cada animal ter um microchip.

Um leitor para fazer o procedimento custa em torno de R$ 400 a R$ 900 reais e o chip uma média de R$ 10 reais. No entanto, Carlos alertou que o investimento trará retornos positivos. “Cada cão e gato estará identificado com as informações do dono, é um trabalho que já vem sendo pensando há muito tempo e precisamos de apoio para que isso se torne realidade”, destacou o veterinário.

Outro ponto destacado por eles é o mutirão de castração que possibilita conter a proliferação de animais de rua e evita doenças que podem ser transmitidas as pessoas ou entre os animais.

 

 

Fonte: Câmara de São Sepé